quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Minerva prevê que abates no Brasil vão crescer 11% neste ano

por Estadão Conteúdo

O gerente da área de pesquisa de mercado da Minerva Foods, Fabiano Tito Rosa, disse que o Brasil vai atingir níveis recordes de abates formais (de estabelecimentos credenciados no Sistema de Inspeção Federal - SIF) neste ano. "Estamos em um ano recorde de abate de bovinos. Neste ano, esperamos um crescimento de abate em torno de 11% ante 2012", declarou o executivo, em encontro com jornalistas nesta terça-feira (20/8), completando que em 2012 frente a 2011 esse aumento foi de 7%.

Segundo ele, mesmo com um ciclo favorável à indústria com maior oferta de animais terminados, o preço boi gordo está sustentado pela forte demanda. "O Brasil voltou a exportar mais de 100 mil toneladas de carne bovina por mês e agosto caminha para cerca de 106 mil toneladas", disse, ressaltando que o preço do boi gordo brasileiro, em dólar, está 21% abaixo dos seus concorrentes, nível de competitividade que não acontecia desde meados de 2012. "Ao mesmo tempo, a demanda pela proteína no mercado interno está firme", completou.

Com relação à demanda, Tito Rosa disse que o ciclo pecuário está ocorrendo dentro do esperado. "Há um descarte de fêmeas desde 2012. Mas o uso da tecnologia permite a recomposição do rebanho dos bezerros. Vemos que a boa oferta de animais deve continuar em 2014 e meados de 2015", disse. O executivo ainda comentou que o pecuarista nacional está investindo cada vez mais em aumento de produtividade. "A taxa de utilização da Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) está em 10% de todo o rebanho e deve chegar a 15% em breve. Já a integração lavoura-pecuária-floresta tem potencial de mais de 40 milhões de hectares para ser feito", falou. 

Globo Rural

Austrália desenvolve trigo transgênico tolerante à seca e à geada

por Estadão Conteúdo


Se experiência asutraliana for bem sucedida, variedade pode ser o primeiro trigo transgênico plantado comercialmente no mundo
A Austrália está desenvolvendo variedades transgênicas de trigo para combater os persistentes problemas com seca e geadas que comprometeram a produção em muitos anos da década passada, informou o ministro de Agricultura e Alimentação de Western Australia, Ken Baston, ao Wall Street Journal. Caso seja bem sucedida, a iniciativa pode resultar no primeiro trigo geneticamente modificado a ser plantado comercialmente e no crescimento da produção. O cultivo comercial de tipos transgênicos do cereal atualmente não é autorizado em nenhum lugar do mundo.

"Os atuais projetos de pesquisa em trigo estão focados no desenvolvimento de variações genéticas para tolerância à seca e às geadas em variedades comerciais", disse Baston. Em maio, os Estados Unidos anunciaram a descoberta de um trigo transgênico em uma plantação em Oregon, o que levou vários países a impor restrições à importação ou intensificar os testes de cargas norte-americanas.

A pesquisa e o desenvolvimento de variedades geneticamente modificadas está sendo conduzida sob rígidas normas em instalações especificadas e o cultivo comercial apenas será permitido depois de um rigoroso processo de testes, esclareceu o ministro. "O objetivo é desenvolver métodos de seleção genética de baixo custo para os criadores melhorarem a produtividade em ambientes de pouca chuva", disse ele, sem informar quando o transgênico estaria disponível.

Em 2012, Western Australia foi prejudicado por uma das piores secas em um século e muitas áreas ainda sofrem com a falta de chuvas neste ano. A região dispõe de instalações para pesquisa "Novos Genes para Novos Ambientes" em Merredin e Katanning, onde as companhias privadas podem testar os organismos modificados geneticamente para tolerância à seca ou às geadas nas áreas que realmente enfrentam essas condições climáticas, explicou Baston. 


GloboRural

Cresce 20,04% a relação entre área plantada de soja e milho

Com os municípios da região oeste encerrando a colheita do milho na última semana, Mato Grosso fecha a segunda safra com uma produtividade de 102sc/ha (sacas por hectare), uma área plantada de 3,6 milhões de hectares, correspondendo a 45,6% da área de soja, e uma
produção que ultrapassa 21,9 milhões de toneladas, a maior da história do milho no estado. Os dados foram divulgados nesta segunda (26), pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

Os números de produtividade do Imea confirmam os dados da enquete realizada no site da Aprosoja no último mês, onde pouco mais de 51% dos agricultores afirmaram que colheram entre 100 e 120sc/ha ou mais de 120sc/ha, e menos de 49% dizem ter colhido entre 80 e 100sc/ha, ou menos de 80sc/ha.

Ainda segundo o Imea, houve uma revisão nos dados da safra 2011/2012. Naquela safra, a área foi de 2,99 milhões de hectares, correspondendo a 37,89% da área de soja, a produção para 18,5 milhões de toneladas e a produtividade para 103sc/ha, apontando uma redução de 1sc/ha para este ano.

Segundo Cid Sanches, gerente de projetos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), a alteração pode ter sido influenciada tanto pela tecnologia aplicada como pelas pequenas variações climáticas, mas a redução é considerada irrelevante frente ao aumento de 20,04% na área plantada. “Esses dados mostram que o produtor arriscou mais, provavelmente plantou áreas que ainda não haviam sido utilizadas para milho e, consequentemente, a produção aumentou em 3,4 milhões de toneladas de um ano para outro.”

Os números crescentes de segunda safra também podem ser justificados pelas condições financeiras do agricultor que pode investir mais, pela otimização na utilização dos equipamentos e mão de obra que não ficam parados até a próxima safra, e pelas condições climáticas dos dois últimos anos. “As boas safras de soja tem dado ao produtor condição de investir no plantio do milho, e o clima de 2012 e 2013 fez a produtividade de milho bater recordes, em relação à produtividade dos três anos anteriores, que não chegava à média de 80sc/ha”, explicou Luiz Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja.

Já a diferença crescente na área é representativa, principalmente no médio-norte que tem apostado no plantio do milho. Em 2010, a relação de área plantada entre milho e soja, na região, era de 32,71%, em 2011, pulou para 50,51%, e em 2013, corresponde a 58,87%. “Alguns municípios dessa região estão plantando mais de 80% da área de soja com milho na segunda safra”, pontua.


Agrolink 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Monsanto lança milho com proteção contra Diabrotica speciosa (larva alfinete)

por Leonardo Gottems 

A Monsanto anunciou nesta quinta-feira (1º.08) a tecnologia VT PRO 3 RIB, que será a primeira voltada à proteção da raiz do milho contra a Diabrotica speciosa (larva alfinete). O lançamento é voltado para as áreas de verão do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo. 

Além desta, a multinacional de biotecnologia apresentou a VT PRO MAX RIB, para a safrinha do Sul e áreas de verão e safrinha do Centro-Norte do Brasil. Ambas as novas tecnologias possuem ação contra pragas alvo na cultura do milho e a solução inédita de refúgio completo na sacaria (RIB Completo).

“Pioneira no desenvolvimento de tecnologias limpas voltadas ao aumento de produtividade e à melhoria da qualidade de vida dos produtores, a Monsanto traz para o campo mais duas importantes ferramentas para a produção de milho”, diz Márcio Santos, diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produto da Monsanto.

A VT PRO 3 RIB atua também contra as principais pragas aéreas que atacam as folhas, colmo e espiga da cultura, como a lagarta do cartucho, broca do colmo, lagarta da espiga e lagarta elasmo. A tecnologia oferece tolerância ao herbicida glifosato, possibilitando manejo eficiente das plantas daninhas, e será comercializada com a solução inédita no Brasil de refúgio RIB Completo na própria sacaria.

O milho VT PRO 3 RIB apresenta duas proteínas Bts para o controle das principais lagartas da parte aérea do milho e uma proteína Bt específica contra a larva alfinete. Esta última é uma praga que fica escondida no solo e se alimenta das raízes do milho, diminuindo a capacidade de absorção de água e nutrientes e reduzindo o potencial produtivo da lavoura de milho. 

“Por contar com modos diferentes de ação de proteínas Bts, a tecnologia reduz a possibilidade de pragas alvo desenvolverem resistência e, aliada ao RIB Completo, torna o plantio de refúgio automático e mais eficiente nas lavouras. As sementes Bt e as não Bt (refúgio) estarão misturadas em uma única sacaria, oferecendo mais praticidade e proteção para as lavouras de milho”, explica Márcio Santos, diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produto da Monsanto.

Pesquisa realizada na safra 2012/2013 mostrou que a perda de produtividade provocada pelo ataque da larva alfinete pode chegar a 20%. Presente na cultura do milho, principalmente na região Sul do país, devido ao clima favorável, às condições de solo e ao plantio de culturas de inverno, essa praga ataca a raiz ainda em fase de desenvolvimento e impede a absorção e o transporte de água e nutrientes para a planta. “Por ser uma praga que se esconde no solo e ataca as raízes, os sintomas não são visuais e por isso podem ser confundidos com outros tipos de praga”, diz Leonardo Bastos, diretor de Marketing da Monsanto.

As vantagens do refúgio na sacaria (RIB)


Solução desenvolvida por mais de 10 anos por profissionais da Monsanto, o RIB Completo simplifica a realização do refúgio, proporcionando aos agricultores muito mais praticidade no manejo de pragas das lavouras de milho ao proporcionar, na mesma sacaria, as sementes da tecnologia resistente a insetos (Bt) com as sementes do refúgio (não Bt). 

“O refúgio representa o principal componente do Manejo de Resistência de Insetos (MRI) do milho Bt, pois proporciona a manutenção de uma população de pragas alvo da tecnologia Bt sem exposição à essa proteína. Com o RIB completo, o cálculo manual e a separação da área para o refúgio são dispensáveis”, explica Hugo Borsari, gerente de Estratégia e Gerenciamento de Milho da Monsanto.

"Para muitos agricultores, hoje, o plantio em conformidade com o Manejo de Resistência de Insetos (IRM) - ou requisitos de refúgio - pode ser considerado uma tarefa  complexa, porém necessária. A tecnologia RIB Completo é garantia de economia de tempo e mão de obra,  protegendo  a tecnologia e  a lavoura", afirma César Barros, gerente de Marketing de Milho da Monsanto.



Agrolink

Helicoverpa armigera não surgiu por resistência a transgênicos, diz Embrapa!

Por Leonardo Gottems.

A lagarta Helicoverpa armigera não apareceu nas lavouras brasileiras em função da resistência aos transgênicos, como se fosse uma mutação fora de controle em alguma espécie já existente no País. É o que aponta um trabalho da Embrapa Soja (Londrina-PR) e Cerrados, conduzida pelos pesquisadores Silvana Paula-Moraes, Alexandre Specht e Daniel Sosa-Gomez.

A praga foi descrita pela primeira vez pelo entomologista alemão Jacob Hübner há mais de dois séculos, ficando registrada na literatura científica internacional desde 1809. Os genes com proteínas Bt (Bacillus thuringienses) encontrados nas plantas transgênicas atualmente no Brasil não afetam a Helicoverpa armigera, diz o estudo da Embrapa. Isso porque a lagarta não havia sido identificada no País – o que dificulta ainda mais o controle.

A pesquisadora Silvana Paula-Moraes ressalta que para a adoção da transgenia é preciso um sistema de manejo que evite o aumento da resistência das pragas, com a consequente perda da eficiência. “O produtor deve estar atento e plantar áreas de refúgio em locais até 800 metros da área da lavoura transgênica, de forma a promover a multiplicação de insetos que não estão sendo submetidos à pressão de seleção. Esse entendimento contribui para que a tecnologia continue a controlar pragas”, explica.

Ela recomenda acompanhamento constante, com a instalação de uma armadilha luminosa para capturar espécies lepidópteras. É viável ainda o uso de feromônio para atrair as mariposas.

Também é importante a contagem de ovos e a localização de lagartas no primeiro instar. “É um momento muito oportuno para fazer o controle. Até porque depois de certo tempo, a lagarta terá maior resistência ao efeito das moléculas dos produtos químicos e estará abrigada nas partes reprodutivas das plantas hospedeiras”, alerta Silvana.

Agrolink


Frio favorece a produção de maçã em Santa Catarina

A forte massa de ar polar que invadiu o Sul, no início da segunda quinzena do mês, favoreceu
a cultura da maçã na região de Fraiburgo, em Santa Catarina. O município, localizado nocentro-oeste do Estado, é um dos maiores produtores da fruta no país e corresponde a 18% da colheita nacional. Para os meteorologistas da Climatempo, a onda de frio que provocou queda de neve em mais de 100 cidades catarinenses foi considerada histórica.



Para a garantia de uma boa safra, a macieira necessita de 600 a 800 horas com temperatura mínima inferior ou próxima dos 7,2°C, dentro do período entre os meses de abril a setembro, considerado a fase de dormência da fruta. Segundo Daniele Otsuki, meteorologista da Climatempo, durante a primeira semana deste mês, a previsão é de que a temperatura mínima fique entre 9°C e 13°C e as máximas entre 19°C e 24°C. Ao longo do dia, com a presença do sol e o céu quase sem nuvens, a temperatura sobe e as tardes serão mais quentes.



Entre sexta-feira (02) e o próximo domingo (04), uma nova frente fria se aproxima da região, favorecendo a chuva em todo o Estado catarinense. Mas de acordo com Daniele, este fenômeno não trará de volta as fortes chuvas. “Esse sistema logo se afasta e o acumulado de chuva não será significativo”, afirma a meteorologista. No mês de julho, a cidade de Fraiburgo registrou aproximadamente 225 horas com temperatura dentro do padrão ideal para o desenvolvimento da cultura.



Mas, de acordo com José Luiz Petri, pesquisador da EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – a temperatura máxima pode afetar a produção. "Se a temperatura máxima ficar muito superior a 21°C durante as próximas tardes, a consequência é a anulação das horas em que o frio foi eficaz para a macieira", explica Petri.



Com referência ao período das chuvas, não há formas prejudiciais para a cultura da maça, a não ser que os volumes acumulados sejam extremamente elevados. Segundo Petri, ainda falta muito tempo para que os fruticultores catarinenses saibam de forma estimada qual será o resultado da próxima colheita, uma vez que a previsão para o término da safra se dá entre a segunda quinzena de fevereiro a maio do próximo ano.




Agrolink